O passarinho me contou...

Sinceramente, a tecnologia ajuda e muito a facilitar a vida, mas também pode trazer muita dor de cabeça. Os incômodos acontecem quando preciso, literalmente, montar um computador novo a cada seis meses, pois, quando uma peça estraga, nenhuma das que sobram é compatível com a peça nova, o que obriga a trocar muitas outras por causa de uma - e com o risco de ainda não funcionar direito.

Por outro lado, a internet e seus tesouros escondidos revela-se uma biblioteca infinita vagando por um hiperespaço - digamos, uma outra dimensão. Em meio a tanto lixo cibernético, preciosidades como museus, arquivos históricos, cursos, acesso a fotos da NASA, músicas, vídeos e muitas outras coisas tornam a internet atraente e difusora de conhecimento.

A ferramenta da moda agora é o Twitter. Aquele microblog que nos obriga a dizer tudo em 140 caracteres é um exercício de criatividade. No jargão jornalístico, as "cabeças" nos levam a muitas informações bacanas, basta saber segui-las. Confesso que, no início, não gostei do visual tosco e achei que não era muito prático o tal do Twitter. Só encontrava perfis com papos bestas de adolescentes, fofocas sobre o BBB e frases de quem não tem o que fazer.

De uns tempos para cá o jornalismo descobriu o Twitter como uma poderosa ferramenta on-line para difusão de notícias. Aí a coisa mudou de figura, tanto que até os desenvolvedores mudaram o conceito do Twitter. Da pergunta "o que você está pensando?", hoje o Twitter pergunta "o que está acontecendo?", uma clara referência à utilidade que o microblog ganhou no mundo virtual. Hoje dá para seguir as grandes redes como CNN e Globo e também as regionais, como a RIC Itajaí, e saber das notícias antes de passarem na TV. A vantagem é poder escolher o assunto e evitar aquelas matérias sensacionalistas e tragicistas que enchem os nossos jornais.

A partir disso, passei a ver o Twitter com outros olhos. Hoje sigo nomes importantes da região como Magru Floriano, Graciliano Rodrigues e os colegas Thiago Scheuer, Rafael Custódio, Juliana Soares e Renata Furlanetto. É bom para troca de informações e para saber opiniões que praticamente nunca vão ao ar.

Isso vale também para os grandes ícones do ramo, como o correspondente da Globo Marcos Losekann, que de Londres diariamente manda, em tons informais, informações e visões de um jornalista como todos nós - como ele mesmo se define. É legal, afinal, por trás daquele glamour das "estrelas", há pessoas que têm seus desafios diários e oscilações de humor.

O homem do Jornal Nacional, William Bonner, no Twitter se autodefine como "tio". Mostra uma face divertida que ele não pode exibir no sisudo telejornal, através de brincadeiras e opiniões sobre os mais diversos assuntos. Quem acompanha nota que, muitas vezes, Bonner envia seus "twitts" enquanto o jornal ainda está no ar, mas a presença mais marcante é quando o JN termina.

Assim, o Twitter acaba virando um vício para quem gosta de informação. Hoje é difícil ficar desplugado desta ferramenta, inclusive, entrei nessa: a Revista Livre está lá, interagindo e "linkando" as novidades que postamos no blog da revista e também aqui, no Espaço Multidimensional.

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